Sábado, 13.10.12
Para memória futura... esperemos pela resposta, para arquivar junto
Exmo Senhor Presidente da República
Lisboa

Vou usar um meio hoje praticamente em desuso mas que, quanto a mim, é a forma mais correcta de o questionar, porque a avaliar pelas conversas que vou ouvindo por aqui e por ali, muitos portugueses gostariam de ver esclarecidas as dúvidas que vou colocar a V/Exa e é por tal razão que uso a forma "carta aberta", carta que espero algum dos jornais a que a vou enviar com pedido de publicação dê à estampa, desejando que a resposta de V/Exa fosse também pública.

Tenho 74 nos, sou reformado, daqueles que descontou durante 41 anos, embora tenha trabalhado durante 48, para poder ter uma reforma e que, porque as pernas já me não permitem longas caminhadas e o dinheiro para os transportes e os espectáculos a que gostaria de assistir não abunda, passo uma parte do meu dia a ler, sei quantos cantos há nos Lusíadas, conheço Camilo, Eça, Ferreira de Castro, Aquilino, Florbela, Natália, Sofia e mais uns quantos de que penso V/Exa já terá ouvido falar e a "navegar na net".

São precisamente as "modernices" com que tenho bastante dificuldade em lidar que motivam esta minha tomada de posição porquanto é aí que circulam a respeito de V/Exa afirmações que desprestigiam a figura máxima do País Portugal, que, em minha opinião, não pode estar sujeita a tais insinuações que espero V/Exa desminta categoricamente.

Passemos à frente das insinuações de que V/Exa foi 1º Ministro de Portugal durante mais de dez anos, época em que V/Exa vendeu as nossas pescas, a nossa agricultura, a nossa indústria a troco dos milhões da CEE, milhões que, ao contrário do que seria desejável, não serviram para qualquer modernização ou reforma do nosso País mas sim para encher os bolsos de alguns, curiosamente seus correlegionários, senão mesmo, seus amigos. Acredito que esse tempo que vivemos sob o comando de V/Exa e que tanto mal nos fez foi apenas fruto de incompetência o que, sendo lamentável, não é crime, os crimes foram praticados por aqueles que se encheram à custa do regabofe, perdoe-me o popularismo, que se viveu nessa época e que, curiosamente, ou talvez não, continuam sem prestar contas à justiça.

Entremos então no que mais me choca, porque nesses outros comentários, a maioria dos quais anónimos mas alguns assinados, é a honestidade de V/Exa que é posta em causa e eu não quero que o Presidente da República do meu país seja o indivíduo que alguns propalam pois que entendo que o cargo só pode ser ocupado por alguém em quem os portugueses se revejam como símbolo de coerência e honestidade, é assim que penso que nesta carta presto um favor a V/Exa, pois que respondendo às questões que vou colocar, findarão de vez as maledicências que, quero acreditar, são os escritos que por aí circulam.

1ª Questão:

Circula por aí um "escrito" que afirma que V/Exa, professor da Universidade Nova de Lisboa, após ser ministro das finanças, foi convidado para professor da Universidade Católica, cargo que aceitou sem se ter desvinculado da Nova o que motivou que lhe fosse movido um processo disciplinar por faltar injustificadamente às aulas da Nova, processo esse conducente ao despedimento com justa causa, que se teria perdido no gabinete do então ministro da educação, a quem competiria o despacho final, João de Deus Pinheiro, seu amigo e beneficiado depois de V/Exa ascender a 1º Ministro com o lugar de comissário europeu, lugar que desempenhou tão eficazmente que o levou a ficar conhecido como "comissário do golfe".
Pergunta directa:
Foi ou não movido a V/Exa um processo disciplinar enquanto professor da Universidade Nova de Lisboa?
Se a resposta for afirmativa, qual o resultado desse processo?
Se a resposta for negativa é evidente que todas as informações que andam por aí a circular carecem de fundamento.



2ª Questão:
Circulam por aí vários escritos sobre a regularidade da transacção de acções do BPN que V/Exa adquiriu. Sendo certo que as referidas acções não estavam cotadas em bolsa e portanto só poderiam ser transaccionadas por contactos directos, vulgo boca a boca, faço sobre a matéria várias perguntas:
1ª - Quem aconselhou a V/Exa tal investimento?
2ª- A quem adquiriu V/Exa as referidas acções?
3ª- Em que data, de que forma e a quem vendeu V/Exa as acções?
4ª- Sendo V/Exa um reputado economista, não estranhou um lucro de 140% numa aplicação de tão curto prazo?



3ª Questão
Tendo em atenção o que por aí circula sobre a Casa da Coelha, limito-me a fazer perguntas:
1ª- É ou não, verdade, que o negócio entre a casa de Albufeira e a casa da Coelha foi feito como permuta de imóveis do mesmo valor para evitar pagamento de impostos?
2ª- Se já foi saldada ao estado a diferença de impostos com que atraso em relação à escritura se processou a referida regularização?
3ª- É ou não verdade que as alterações nas obras feitas na casa da Coelha, nomeadamente a alteração das áreas de construção foram feitas sem conhecimento da autarquia?
4ª- A ser positiva a resposta à pergunta anterior, se já foi sanado o problema resultante de obras feitas à revelia da autarquia, em que data foi feita tal regularização e se foi feita antes ou depois das obras estarem concluídas?
5ª- Última pergunta, esta de mera curiosidade, será que V/Exa já se lembra do cartório em que foi feita a escritura?

4- Questão

Não vi na Net, é uma questão que eu próprio lhe coloco:
Ouvi V/Exa na TV dizer que tinha uma reforma de 1300 €, que quase lhe não chegava para as despesas, passando fugazmente pela reforma do Banco de Portugal. Assim, pergunto:
1ª- Quantas reformas tem V/Exa?
2ª- De que entidades e a que anos de serviços são devidas essas reformas?
3ª- Em quantas não recebe 13º e 14º mês?
4ª- Abdicou V/Exa do ordenado de PR por iniciativa própria ou por imposição legal?
5ª Recebe ou não V/Exa alguns milhares de euros como "despesas de representação"?
Fico a aguardar a resposta de V/Exa com o desejo de que a mesma seja de tal forma conclusiva e que, se V/Exa o achar conveniente, venha acompanhada de cópias de documentos, que provem a todos os portugueses que o que por aí circula na Net, não passam de calúnias e intrigas movidas contra a impoluta figura de Sua Exa o Senhor Presidente da República de Portugal.



A terminar e depois de recordar mais uma das suas afirmações na TV, lembro uma frase do meu avô, há muito falecido, alentejano, analfabeto e vertical:
" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS".
Por mim, com a idade que tenho, já não preciso nem quero nascer outra vez, basta-me morrer como tenho vivido.
Sério.

Com os meus melhores cumprimentos.
José Nogueira Pardal


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Segunda-feira, 20.02.12

Senhor Presidente
Há muito muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados,  aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido. Havia pequenos senãos, arrancar  vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os  veículos topo de gama do momento. Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado. O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia  pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de  bafejados oásis  de leite e mel,  Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas  jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo  se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais. Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas  emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa. Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir. Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas. Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices  dos pupilos, por veladas e paternais  palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede. E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter. Que  preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão;  que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade. Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e  sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano,  devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika

António Maria dos Santos
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011



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Quarta-feira, 08.02.12

 

Isto sim, é um país do calalho! Chama-se Poltugal.”

Imaginemos por um momento o ministro Álvaro. Sentado, a ler. Sobre o regaço, os poemas de Álvaro de Campos.
A sua atenção fixa-se, pensativamente, na estrofe final de um deles: “Ah, todo eu anseio / Por este momento sem importância nenhuma / Na minha vida, / Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos / Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma, / Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender / E havia luar e mar e solidão, ó Álvaro”. O Álvaro na sua solidão. E então… aconteceu. O momento. Aquele momento em que compreendeu “todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender”. Porque se deveu a uma graça divina. Apenas. Aquele Deus que, na sua obra “Diário de um Deus criacionista”, o mesmo Álvaro tanto houvera amargamente questionado pela demora preguiçosa em criar o mundo! E, bruscamente, com o efeito de uma revelação, um golpe de génio. Que haveria de mostrar a Portugal e ao resto do mundo o ministro Álvaro como o grande ministro da Economia! O momento traduzido num verso, para citar Manuel António Pina, um só verso que, no fundo, vale por uma epopeia inteira e que, na sua simplicidade, acabava por sintetizar seis meses extenuantes no domínio da acção governativa. Disse ele então que Portugal “tem falhado” no que se reporta às exportações de produtos nacionais, “tal como as natas”! O famoso “ovo de Colombo” miraculosamente transformado em pastel de nata.
Nessa altura, recorda Ricardo Araújo Pereira, “quando o ministro Álvaro apontou para o pastel de nata, os parvos olharam mesmo para o pastel de nata”. Mas os visionários viram neste gesto ministerial o zénite da aventura dos Descobrimentos, a concretização definitiva do mítico 5.º Império pressagiado pelo Bandarra, o famoso sapateiro de Trancoso, e por Fernando Pessoa. Era o novo Portugal, o Portugal do Álvaro, o Portugal do futuro, que se cumpria, concretizando o apelo pessoano – “Senhor, falta cumprir-se Portugal”. Tornava-se então mais que óbvio que “a aventura dos Descobrimentos teve como propósito principal (para não dizer exclusivo), o de ir à Índia buscar a canela que hoje faz falta para polvilhar os pastéis de nata”. Ricardo Araújo Pereira dixit. E eu não posso estar mais de acordo. Porque o visionarismo desta figura ministerial resolveria de uma penada a dívida contraída com o FMI e o BCE. Bastaria, repare-se na genialidade, colocar o mundo inteiro, “de Nova Iorque a Taipé e a Ouagadougou”, a empanturrar-se com pastéis. 78 mil milhões de pastéis de nata. Vendidos cada um ao preço competitivo de 1€, era dívida resolvida. Garantidamente. Mais ainda. O projecto deixaria de ser confinado ao pastel de nata para se integrar numa estratégia de desenvolvimento global. E aos pastéis, suceder-se-iam os coiratos em sandes, o pirolito de bolinha, o pingo directo, a bifana e o bacalhau feito em punheta. Só faltará mesmo ao Álvaro dispor hoje de um novo Camões, um super-Camões que verta em decassílabos heróicos esta épica “gesta da pastelaria” lusitana. E como contraponto político desta diáspora do pastel de nata de exportação, passámos a importar chineses. O que vai obrigar à flexibilização da própria língua portuguesa através de um acrescento ao Novo Acordo Ortográfico com as alterações necessárias à supressão das dificuldades que os chineses sempre demonstram na pronúncia do R. Reconhecidos ao comité central do PSD/CDS, logo apontaram como as pessoas mais competentes “para o conselho do supelvisão da EDP, o Catloga, o Blaga de Macedo, o Teixeila Pinto, a Celeste Caldona”. Entre outros. Exemplos do rigor moralista de Passos Coelho que, em campanha eleitoral e na sua voz de “balítono”, afirmava “sem colal de velgonha mentilosa” que, “a nossa preocupação não é levar para o Governo amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes”. E se bem que não tenha compreendido a nomeação de Caldona, o “plesidente Catloga” já afirmou explicar tais nomeações pelo facto de os chineses entenderem tratar-se de “calas conhecidas”! Tendo mesmo acrescentado que está a levar a sua nomeação tão a sério no sentido de justificar os 40 mil euros que vai enfardar mensalmente, que já tinha aprendido a escrever e a desenhar um pintelho em mandarim.
Estava prestes a fechar esta crónica, quando ouvi Cavaco, o emplastro de Boliqueime, queixar-se que a reforma de mais de 10 mil euros mensais que recebe, não lhe chega para as despesas! Comoveu-me a indigência material deste homem, complemento da indigência mental que sempre lhe reconheci. Este “sem abrigo”, sonso e manhoso, ao invocar a sua qualidade de “poupadinho”, deveria lembrar-se das centenas de milhares de euros oferecidos em acções pelo amigo Oliveira e Costa do BPN. De facto, tem razão Clara Ferreira Alves quando escreve: “O grande banquete da pátria está a ser servido aos senhores feudais com lugar sentado. Algumas migalhas vão sobrar para os portugueses que não se importem de servir às mesas.”
Isto sim, é um país do calalho! Chama-se Poltugal.

 

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 28 de Janeiro de 2012.

 



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Quarta-feira, 25.01.12

A petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República e que já reuniu mais de 16 mil assinaturas vai mesmo ser enviada à Assembleia da República, disse à Lusa o primeiro signatário do documento.

Cavaco SilvaCavaco SilvaImagem: LUSA/HUGO DELGADO

"Seja pela minha mão, ou pela mão de outros signatários que já manifestaram a sua disponibilidade para o fazer, a petição irá mesmo seguir para a Assembleia da República", disse à Lusa Nuno Luís Marreiros, que no sábado lançou a petição ‘online' "Pedido de demissão do Presidente da República".

Nuno Luís Marreiros adiantou ainda que tomou a decisão de enviar a petição para o Parlamento depois de segunda-feira lhe terem começado a chegar mensagens de signatários no sentido de "não deixar cair em vão" tantas assinaturas já recolhidas.

Admitindo que o resultado final da petição não seja mesmo o objetivo a que se propõe, ou seja, a demissão do chefe de Estado, Nuno Luís Marreiros disse acreditar que poderá ser vista como "uma primeira manifestação da participação dos cidadãos na vida política".

"Há muitas críticas à falta de participação dos cidadãos, por isso este pode ser um exemplo de participação ordeira e sem recurso a manifestações violentas, uma forma de mostrar que os portugueses estão descontentes com a atuação do Presidente da República", acrescentou.

No texto da petição, que ao final da manhã de hoje já tinha sido assinada por mais de 13.500 pessoas, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.

"Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.

Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa".

"Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fraturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.

Uma petição tem se ser subscrita por mais de quatro mil cidadãos para ser apreciada no plenário da Assembleia da República.

 



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Segunda-feira, 23.01.12

Regalias:

Cada ex-presidente da República custa 300 mil ano

Quando daqui a quatro anos deixar a Presidência da República, Cavaco Silva não deverá poder juntar uma subvenção política às pensões de dez mil euros brutos que agora recebe, mas vai ter direito a um gabinete com secretária e assessor da sua confiança, a um carro com motorista e combustível para serviço pessoal e ajudas de custo para as deslocações oficiais fora da área de residência.
Estes são direitos que a lei dá aos antigos chefes do Estado e que pesam um milhão de euros no orçamento do Palácio de Belém. Feitas as contas, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam, cada um, cerca de 300 mil euros aos cofres públicos.
 
Leia mais em:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2257245


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Sábado, 21.01.12



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Quinta-feira, 05.01.12

O CLAN DUARTE LIMA e o POLVO LARANJA

PELOS VISTOS, POLVOS HÁ MUITOS E DE TODAS AS CÔRES.......

"O POLVO" E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA

1-  A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi redireccionada pela investigação e pelos Media para  passar a visar principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN prometia dar  cabo do PSD.
2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos Media evitam tocar.
3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN , inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido.

A táctica então escolhida pelo polvo  laranja foi desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar» a comunicação social ! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.
4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.
5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de milhões , amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras.  Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los generosamente» ao Estado para lá construir o IPO.

Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os amigos vendedores e compradores, quiçá com umas comissões a transferir para a Suíça.
6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!) do IPO entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha óptimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de
homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.
7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projecto não será da responsabilidade do município de Oeiras."
8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?
9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.
10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projecto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido  muito diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.
11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês.

Não sabemos  o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes.  Que Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do projecto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª).

É bem possível que essa tenha sido a razão.

(ª) - é bom que se entenda que o polvo laranja tem o seu pai no Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN, mas o lodo deste senhor é bem maior !!! Oxalá Portugal fosse uma França !!!



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Terça-feira, 03.01.12

 



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Segunda-feira, 12.12.11

 

ok_cc3A implosão do euro seria fatal para Portugal mas também para a Alemanha, insignificante ao pé de potências como a China, Brasil ou Índia. António Pires de Lima que, além de político, é presidente da Unicer, diz que se este governo não tiver sucesso económico não há discurso que lhe valha. E os dois partidos serão penalizados. Pelo sim, pelo não, o CDS aprendeu a salvaguardar-se e mantém um discurso mais autónomo.

Se tivesse de fazer equipa na Unicer com o governo actual, quem é que colocava em que função?

Eu gosto muito dos ministros que temos, acho que temos um bom governo, mas não colocava nenhum na Unicer. A equipa executiva que cá está é inigualável, não há nenhum ministro que pudesse fazer melhor… Se calhar também poucos de nós, na Unicer, teríamos vocação para estar no governo. Mas tenho muito respeito pelo trabalho que está a ser feito pelo primeiro-ministro, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e pelo ministro das Finanças. Acho que estão a formar uma troika – um triunvirato, neste caso, para sermos mais lusitanos – que está a dar uma nota completamente diferente da imagem de Portugal lá fora.

As agências de rating continuam a baixar as notações da República…

A esse propósito é preciso dizer duas coisas. Em primeiro lugar, que as agências de rating e os mercados estão a fazer o downgrading de toda a Europa, não só de Portugal. É a credibilidade da Europa enquanto projecto de crescimento económico que está neste momento a ser posta em causa e a ser avaliada de forma negativa.

E a segunda coisa, qual é?

De facto, temos um problema económico muito sério em Portugal e alguns dos downgradings têm a ver com as perspectivas serem agora ainda piores do que há seis meses, porque muitas das medidas adoptadas pelo governo para atingir as metas do défice – e nesse sentido eu estou muito preocupado –, são altamente recessivas. Estamos no fio da navalha.

O governo não está a saber gerir isso?

Este governo, que tem pessoas lúcidas, tem de ter um bocadinho mais de sensibilidade económica do que tem demonstrado até agora. Porque se não
cuidarmos da economia, se não a protegermos minimamente, todo este esforço de consolidação orçamental e de sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses vai ser em vão.

Este ministro da Economia não tem essa sensibilidade?

Não tenho nada contra este ministro, que tem uma obra publicada em que faz um bom diagnóstico… Teve alguns meses iniciais de apagamento, provavelmente de adaptação e também porque veio de um universo externo completamente diferente. Deu alguns sinais muito importantes na discussão deste Orçamento do Estado – independentemente de uma ou outra incidência discursiva –, nomeadamente quando se olha para a essência daquilo que diz ao nível das leis laborais, da maior concorrência e da criação de estímulos em termos de produtividade, como foi a meia hora adicional de trabalho proposta para o sector privado.

Está a mudar?

Tenho sentido, nos últimos meses – se calhar, também devido a muitos alertas e pressões até dos próprios partidos da maioria –, um ministro da Economia mais actuante, mais veemente. Mas é importante que tenha também peso dentro do governo, para que esta sensibilidade empresarial ganhe dimensão e funcione até como contrapeso ao discurso muito draconiano, muito rigoroso – e que é importante – do ministro das Finanças.

O que gostaria de ver mudar na actuação do governo em 2012?

Gostaria que, durante o ano de 2012, o discurso e a prática económica – e isto não tem só a ver com o ministro da Economia – tivessem uma maior
ascendência, uma maior valorização. Sem economia, nós não vamos lá, e é bom que o governo perceba isto; pode ser um excelente aluno das instituições europeias, pode cumprir todas as metas, mas se não for capaz de compatibilizar o cumprimento destes objectivos com uma agenda de crescimento económico, este governo vai ser a primeira vítima dessa incapacidade.

Um dos seus ministros de eleição, Paulo Portas, ficou com a diplomacia económica. Agora está mais desaparecido… Ele aparece sempre, se não em Portugal, em algum sítio no estrangeiro. Seja no Cairo ou em Nova Iorque… O que pergunto é se temos, de facto, uma diplomacia económica a
funcionar?

A diplomacia económica passa por as nossas redes de diplomacia terem como ponto prioritário da sua agenda política o desenvolvimento das empresas e das marcas portuguesas fora de Portugal. E essa é uma preocupação relativamente nova. Se há dez anos falasse com diplomatas sobre isto, a maioria achava até, eventualmente, que promover negócios era uma coisa pouco nobre, pouco digna para o trabalho de um diplomata. O ministro dos Negócios Estrangeiros tem especial propensão, vocação e talento para trabalhar esta agenda. Fico contente por finalmente ter existido a clarificação necessária dentro do governo para que isto possa funcionar. O dr. Paulo Portas, com toda esta dispersão geográfica de que tem dado nota, está a dar o exemplo de onde deve estar a nossa prioridade. É mais importante que, viajando em executiva ou em económica, ande um pouco por todo o mundo desenvolvendo e activando esta rede de diplomacia económica.

Já consegue ver resultados?

Os sinais que tenho das visitas que já fez a alguns mercados, nomeadamente a Angola, são positivos. O dr. Paulo Portas é um magnífico negociador, sei-o por experiência própria, conheço-o desde miúdo, e se meter na cabeça – e acho que meteu – que esta é a sua principal função patriótica neste momento e se lhe derem os meios, pode conseguir coisas importantes para as empresas portuguesas. Confio muito na capacidade política deste governo para, por exemplo, ajudar a desbloquear o nosso investimento em Angola e para ajudar à existência de uma agenda mais produtiva das exportações em mercados complicados como a Venezuela e Brasil, que têm uma cultura muito proteccionista.

Tem mais esperança neste governo que no Sporting…

Tenho esperança nos dois. Esta nova geração de políticos, que está agora no poder, é feita de pessoas que já cresceram em liberdade e que representam um contraste com os políticos que até agora nos governaram e que, em boa parte, tinham crescido ou se tinham formado no tempo da ditadura. É mesmo a única geração, a quem eu acrescentaria o dr. António José Seguro, enquanto líder da oposição – porque me parece que, além de ser também desta geração, tem um comportamento, uma cultura muito construtiva –, que acredito que pode fazer face aos desafios com que Portugal está confrontado.

E a geração anterior, não?

A geração anterior era perita a fazer diagnósticos, mas tinha uma grande dificuldade em executar, em concretizar medidas que pusessem em causa ou que questionassem o Estado social. Para reactivar a economia, a prazo, precisamos de cortar na despesa pública. Pela primeira vez em muitos anos, Portugal vai terminar 2011 com uma despesa pública inferior àquela que tinha em 2010. E esta tendência vai aprofundar-se em 2012.

Esta geração está mais descomprometida?

Já percebemos, pelo discurso dos ex-Presidentes da República – às vezes até pelo do actual Presidente da República – e dos ex-primeiros-ministros que, felizmente, têm tido o bom senso de se manter silenciosos, que reduzir a despesa pública implica dilemas pessoais muito profundos para as pessoas que construíram Portugal depois do 25 de Abril, que é um Portugal cheio de qualidades, cheio de direitos, mas também, do ponto de vista económico e do Estado social, não sustentável. E, neste sentido, é muito importante darmos espaço, tempo e poder a esta geração que, por mérito próprio e por voto do povo, tem neste momento a responsabilidade de governar – ou de fazer oposição, no caso do dr. António José Seguro.

Esta geração de políticos vai conseguir estar o tempo suficiente para fazer a mudança?

A geração de políticos que nos governou até agora tem de respeitar, dar tempo e espaço – o espaço e o tempo que eles próprios tiveram para trazer Portugal até ao ponto em que estamos –, a esta geração. E nota-se uma ansiedade de intromissão, por parte daqueles que até aqui estiveram em funções de responsabilidade, que às vezes me parece contraditória. Portugal é o que é e está na situação em que está também pelos presidentes da República que temos tido, sobretudo pelos primeiros-ministros que temos tido.

Até há bem pouco tempo o CDS-PP, tal como o PSD, estava na oposição. Competia-lhe ter um papel mais activo?

Acho que tem, em parte, razão. Creio que a oposição, ao longo dos últimos anos, várias vezes deu nota do seu desconforto relativamente ao trajecto que financeiramente Portugal estava a seguir. Basta ver o papel que, há dois anos, a dra. Manuela Ferreira Leite teve na denúncia do caminho que estávamos a seguir e a forma como foi batida nas eleições. Quer dizer, os portugueses não quiseram ouvir. Penso que agora estão a demonstrar uma enorme capacidade cívica de interiorização da crise, que é muito importante para que a vençamos, mas também é verdade que durante anos os portugueses preferiram, sistematicamente, continuar a viver na ilusão e a acreditar em alguém que não lhes contava toda a verdade, e isso foi demonstrado pelo voto. A austeridade teve de ser imposta por fora… Mas penso que tem razão numa coisa, há uma cultura de confronto político,
governo-oposição, que tem sido muito pouco positiva, muito pouco construtiva de soluções para Portugal. Isso está agora a mudar um pouco, com esta geração de políticos. É muito positivo perceber que, apesar das diferenças, o dr. Passos Coelho e o dr. António José Seguro têm uma boa relação pessoal e são capazes de construir pontes, mesmo em momentos delicados como este da aprovação do Orçamento do Estado. Era muito chocante para mim, e para nós que trabalhamos no universo empresarial, onde é fundamental construir pontes, a cultura política de desqualificações pessoais, de insultos até, em que vivemos até há seis meses, no governo ou na oposição. A cultura do maniqueísmo político em que vivemos praticamente desde a revolução, é muito pouco propícia à construção e apresentação de soluções. Eu diria mesmo que este é o maior sinal de esperança – porque a esperança não vem, neste momento, dos sinais da economia que temos em Portugal.

 



publicado por Po(d/b)re da Sociedade às 10:46 | link do post | comentar | partilhar | favorito

Sexta-feira, 09.12.11

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) diz que a promulgação da legislação do governo que introduz as portagens na A23, A24 e A25, é “mais um acto de pura hipocrisia e de puro cinismo” de um Presidente que “diz uma coisa e faz outra completamente ao contrário”. 

Segundo um comunicado da USCB, “depois de Salazar e Caetano, Cavaco Silva foi o pior que aconteceu a Portugal”. Com a aprovação das portagens, “Cavaco Silva dá a sua mão ao PSD e ao CDS-PP para aplicarem o golpe final ao Interior do País e todos juntos assumem-se como os coveiros da nossa região”. Para a União dos Sindicatos de Castelo Branco “as portagens são inaceitáveis sejam elas de cor vermelha, rosa ou laranja e a luta contra as injustiças sociais e contra a destruição do distrito não irá parar, seja qual for a cor partidária do governo ou do presidente da república”.

Com acções próprias ou integrados nas acções das comissões de utentes, a União dos Sindicatos vai também estar na linha da frente, porque tem a convicção que “é mais fácil tirar as portagens que colocá-las”. Neste sentido, a comissão executiva da USCB apela "à população, aos trabalhadores, às associações empresariais e às comissões de utentes, incluindo à dos “Empresários Pela Subsistência” para a realização de uma acção contra mais este crime ao interior que seja mais avançada, mais enérgica, mais corajosa na forma e mais forte, mais abrangente e mais convergente na participação".

“Com a unidade, com a convergência e com a luta, as portagens serão derrotadas” refere, em comunicado, a União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco.

 



publicado por Po(d/b)re da Sociedade às 15:15 | link do post | comentar | partilhar | favorito

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